terça-feira, 21 de junho de 2011

Treino Regenerativo x Remoção do ácido lático


O treinamento regenerativo, considerado um repouso ativo, consiste em uma atividade de baixa intensidade, como uma caminhada ou corrida leve, que ajuda na recuperação do corpo do atleta após um desempenho de exigência alta.

Incluir o trabalho regenerativo na sua planilha de treinamento pode trazer uma série de vantagens:

Após um exercício físico muito intenso, treino ou competição, surgem as microlesões, que podem ser curadas com mais eficácia caso o atleta opte por treinos regenerativos. Porém caso o atleta exagere na intensidade, o mesmo pode vir a sofrer lesões mais graves ou até atingir o overtraining.
Além de ajudar na reestruturação e firmação do organismo, o treino regenerativo mantém um ritmo de treinamento, como acrescenta Evêncio. “Se optar pelo trabalho regenerativo, em vez da pausa total, o corredor mantém um certo nível de treino e deixa seu organismo mais preparado para os próximos treinamentos”, afirma o treinador, que comenta sobre o ácido láctico.

“Há um mito que sugere que o treinamento regenerativo pode ajudar a remover o ácido láctico, mas isso é lenda, já que o corpo consegue se livrar dessas substâncias em um período de duas horas após o exercício”, completa. (Patrícia A. de Carvalho, São Paulo, SP)

O melhor remédio para combater o excesso de ácido lático que provoca dores musculares é mais exercício, só que em doses menores, segundo o médico especialista em esportes Luiz Eduardo Martins Castro, da Escola Paulista de Medicina. Quando uma pessoa realiza esforço físico, seu organismo "queima" glicose, que está armazenada no corpo, principalmente com o oxigênio proveniente da respiração. Essa reação produz energia. Se o exercício estiver além do que o atleta está condicionado a fazer, a queima da glicose através do oxigênio não será suficiente e o organismo queimará a glicose sozinha. Essa reação solitária produz o ácido lático, que é um dos causadores das dores musculares. O melhor procedimento para evitar sua formação é, depois de fazer um exercício, realizar por alguns minutos outro exercício (correr, pedalar, nadar) em menor intensidade. Esse procedimento ajuda a desintoxicar a musculatura porque uma parte do ácido lático, que também pode servir como fonte de energia, passa a ser queimada. Outro procedimento é massagear o local dolorido, aumentando a irrigação sanguínea da região e facilitando a eliminação do ácido. "Mas não se sabe realmente se o ácido lático é o único responsável pelas dores que surgem após os exercícios. Elas podem também ser causadas por microlesões no músculo", lembra Castro.
 
Novo estudo sobre treino regenerativo
Um estudo publicado pelo russo M. Litovchenko, no caderno da Real Federação Espanhola de Atletismo, mostrou que o volume de treino não interfere na recuperação rápida ou lenta do organismo, e o que altera a regeneração é a intensidade e a carga da atividade. “A intensidade leve usada durante o percurso de 8 km a 16 km, por exemplo, chega a recuperar o organismo do atleta em três a quatro horas. O importante é saber que quem comanda o treino regenerativo é o ritmo lento. O trabalho rápido deve ser feito em um dia e, nos dois seguintes, o atleta deve entrar com a intensidade leve no percurso para recuperar toda a energia que perdeu”, explicou o atleta ultra-maratonista e treinador Valmir Nunes, 44.

Recuperação de acordo com o estudo de M. Litovchenko
- Treinamento de 8 km a 16 km com intensidade leve ou até 75% da freqüência máxima: recuperação em 3 a 5 horas após corrida.
- Treinamento de 4 km a 10 km com intensidade forte ou acima de 85% da freqüência máxima: recuperação depois de 54 horas.
- Treinamento de 16 km a 25 km com intensidade moderada ou até 85% da freqüência máxima: recuperação de 48 horas a 54 horas. 

Um comentário:

  1. As orientaçoes que li fiquei informado sobre exercicios regenerativos.incluirei na minha planilha de trenamentos.Muito bom

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